Versão brasileira por favor, veja abaixo

Sektion der Romanischen Studien:
Call for articles (Brasilianistik der Univ. Zürich)

Eine transmediale Sprache in der brasilianischen zeitgenössischen Literatur

Die Möglichkeiten digitalen Schreibens und der analogen und digitalen Diffusion des Geschriebenen haben die bewusste Nutzung der technischen Medien durch Schriftsteller/innen und Dichter/innen in den letzten Jahrzehnten zunehmend diversifiziert. Schriftsteller/innen bedienten sich verschiedener Techniken, um die portugiesische Sprache an ihre Grenzen zu bringen. Ausgangspunkt ist die konkrete Poesie in den 1950er und 1960er Jahren, die noch in Werken weiterwirkt, die einen liminalen Raum in der Poesie einnehmen, wie beispielsweise Haroldo de Campos galáxias (1984). Der Neokonkretismus, in dem Partizipation zu einem Schlüsselterminus wurde, bildet einen weiteren historischen Wendepunkt für die ästhetische Produktion brasilianischer Poesie. Diese Bewegung, die aus Künstler/innen und Dichter/innen gleichermaßen bestand, erforschte die Grenzen des Körpers und der plastischen Formen, indem sie mit Kunst jenseits ihrer disziplinären Grenzen experimentierte. Neben den Arbeiten des Dichters Ferreira Gullar, wurde Schrift zu einem wichtigen Teil im Werk der plastischen Künstler/innen Hélio Oiticica, Lenora de Barros oder Mira Schendel. In der post-konkreten und post-neokonkreten Poesie, haben viele Dichter/innen Praktiken integriert, die mit der Stimme oder dem Körper experimentieren, wie beispielsweise Arnaldo Antunes oder Ricardo Aleixo, indem sie die Grenzen der Sprache in Richtung einer plastischen Syntax erweitern. Diese Vorgehensweise ist auch in Produktionen jener Autor/innen verbreitet, die Texte in portugiesischer Sprache, jedoch in Ländern verfassen, die nicht portugiesisch-sprachig sind, wie beispielsweise Ricardo Domeneck, Luíza Nóbrega oder Érica Zíngano. Diese Autor/innen setzen das Portugiesische als Muttersprache Bedingungen von Fremdheit aus, indem sie transkulturelle sprachliche Räume erforschen. Durch die Verwendung von Techniken wie Assemblage, Montage oder Pastiche, sowie bestimmten materiellen und konkreten, diasporischen Situationen, befinden sich diese Texte in konstanter Aushandlung der Beziehungen zwischen Bild, Text, Körper und Material.

Im Falle der Romanautor/innen sind besonders zwei brasilianische Schriftstellerinnen zu nennen, die nicht nur mit Montage arbeiten, sondern deren Werke auch aufgrund der Art und Weise hervorstechen, wie sie mit dem Archiv verfahren: Laura Erber mit Os esquilos de Pavlov (2013) und Veronica Stigger mit Opisanie Swiata (2013). Beide Romane beschäftigen sich mit Formen der Beziehung zur Geschichte des brasilianischen Modernismus, insbesondere jener von Stigger. Grenzen des Portugiesischen in seiner brasilianischen Variante und in Beziehung zu hispano-lateinamerikanischen (Sprach-)Kulturen werden von Autoren wie Douglas Diegues (portuñol salvaje, estetica cartonera) und Josely Vianna Batista (intersemiotische Beziehung zum tupi-guaraní, typographische Komposition des Textes als Landschaft) ausgelotet. Einige Autor/innen, wie beispielsweise Marília Garcia, Tarso de Melo und Fabiano Calixto integrieren darüber hinaus Maschinendispositive in ihr Schreiben, indem sie sich das Vokabular der Eroberungen der industriellen Gesellschaft aneignen und poetisch neu verorten. Dabei entstehen künstlerische Erzeugnisse wie etwa eine Poesie des Fabrikbodens (Poesía do chão de fábrica) von Calixto, eine Poetik des (elektrischen) Widerstandes (resistor, Garcia) oder der mechanischen Nutzung von Maschinen (Melo).

Ausgehend von diesem kurzen Einblick in das Panorama aktueller schriftstellerischer Produktion in Brasilien, suchen wir für eine Sektion der Zeitschrift Romanische Studien Beiträge, die die Zwischenräume untersuchen, die jene zeitgenössische Schreibpraxis eröffnet. Zu fragen ist nach den unterschiedlichen transmedialen Strategien, die Schriftsteller/innen verwenden, um sich in einer transkulturellen Welt zu orientieren. Wünschenswert sind insbesondere Beiträge, die die Räume zwischen Sprache und anderen Medien untersuchen und das Wissen der zeitgenössischen Schreibpraxis sowie die Intertextualität mit anderen Medien und mit der Literaturgeschichte in den Blick nehmen, um neue Terminologien für diese Formen der Literatur zu finden.

Abgabefrist der Texte: 15. Juli 2019.

Bitte senden Sie Ihre Beiträge an die folgenden Mitarbeiter/innen der Brasilianistik des Romanischen Seminars der Universität Zürich:

Romanisches Seminar
Zürichbergstrasse 8
CH – 8032 Zürich
Tel. +41 (0)44 634 35 71
Fax +41 (0)44 634 49 40

 

Uma língua transmedial na literatura brasileira contemporânea

Nas ultimas décadas as possibilidades de escrita e de difusão analógica e digital diversificaram cada vez mais o uso consciente dos meios tecnológicos como parte da própria produção em poesia e escrita de romances. Vários escritores se valeram de técnicas para levar a língua portuguesa aos seus limites. Tomamos como ponto de partida a poesia concreta nos anos 1950 e 1960, incidindo ainda em obras que ocupam um espaço limite na poesia, como, por exemplo, galáxias (1984), de Haroldo de Campos. O neoconcretismo também constitui uma segunda virada histórica para a produção poética, onde participação foi um termo chave em um movimento artístico que explorou os limites do corpo com as formas plásticas e levou a arte para além de suas fronteiras disciplinares. Além de Ferreira Gullar, a escrita poética foi um traço marcante na obra de Hélio Oiticica, de Lenora de Barros ou de Mira Schendel. Na literatura brasileira pós-concreta e pós-neoconcreta, diversos autores incorporaram a prática de experimentação da voz, do corpo e da performance, como Arnaldo Antunes ou Ricardo Aleixo, expandindo os limiares da língua em direção a uma sintaxe plástica. Tal procedimento se estende ainda em produções em curso de autores que se valem de práticas intermediais para criar textos em língua portuguesa, porém em outros países, como Ricardo Domeneck, Luíza Nóbrega, Érica Zíngano – autores que expõem o português como língua materna a uma condição estrangeira ao explorarem espaços transculturais. Através do uso de técnicas de assemblage, montagem ou do pastiche; de situações materiais e concretas diaspóricas tais textos estão em uma negociação permanente de relações entre imagem-texto-corpo-material.

No caso de romancistas, duas autoras brasileiras se destacam não apenas pelo uso da montagem, mas também pelo modo de lidar com o arquivo: Laura Erber, com Os esquilos de Pavlov, e Veronica Stigger com Opisanie Swiata, ambos de 2013. Em cada um dos romances existem formas de relação com a história do modernismo brasileiro, sobretudo no caso de Stigger. Nos limites da língua portuguesa na variante brasileira com a cultura hispânica latino-americana, se encontra outra ressonância em autores como Douglas Diegues (através do portuñol salvaje e de uma estética cartonera), Josely Vianna Baptista (com uma relação intersemiótica com o tupi-guarani e na composição tipográfica do texto como paisagem), além daqueles que incorporam dispositivos e máquinas no processo de escrita, a saber, Marília Garcia, Tarso de Melo e Fabiano Calixto. Estes autores recuperam um vocabulário das conquistas da sociedade industrial, realizando uma poesia de chão de fábrica (Calixto), uma poética dos resistores (Garcia) e o uso mecânico de máquinas (Melo). Feito este breve panorama, a proposta de dossiê para a revista Romanische Studien busca intervenções que explorem os interstícios de espaços que abrem às práticas contemporâneas de escrita em língua portuguesa no Brasil, além de questionarem as diferentes estratégias transmediais empregadas pelos escritores para orientarem-se no mundo transcultural. São bem-vindas as propostas que estudem os interstícios da língua e de outros meios, abrindo, a saber, a prática de escrita contemporânea, a intertextualidade com os media e com a história literária para aqueles que buscam encontrar novas terminologias para tais formas de literatura.

Uma proposição da equipe do Romanisches Seminar da Universidade de Zurique:

Romanisches Seminar
Zürichbergstrasse 8
CH – 8032 Zürich
Tel. +41 (0)44 634 35 71
Fax +41 (0)44 634 49 40

Data-limite para recepção dos textos: 15 de julho de 2019.

 

Ill.: Blog Univ. Zürich

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